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	<title>Comentários sobre: na inglaterra, um big brother em 20.000 casas</title>
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	<description>Blog por Silvio Meira. Professor titular de engenharia de software, presidente do conselho do PortoDigital.org, além de fundador e batuqueiro do maracatu &#34;a cabra alada&#34;.</description>
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		<title>Por: DENIS</title>
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		<dc:creator>DENIS</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 21 Aug 2009 01:48:03 +0000</pubDate>
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		<description>O GRANDE IRMÃO ESTÁ DE OLHO EM TODOS NÓS!!!!! AGORA JÁ É TARDE...</description>
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		<title>Por: Josué Luiz</title>
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		<dc:creator>Josué Luiz</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 11 Aug 2009 01:23:50 +0000</pubDate>
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		<description>Lucas,

Também morei na Inglaterra e confirmo o que Mateus disse. Mas acho que o assunto em questão entra em outro nível de discussão: o monitoramento de casas. Assim, o foco do problema é outro. Reflita sobre isso e voltaremos a discutir aqui.

Abraço e evite pular catracas!
Josué</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Lucas,</p>
<p>Também morei na Inglaterra e confirmo o que Mateus disse. Mas acho que o assunto em questão entra em outro nível de discussão: o monitoramento de casas. Assim, o foco do problema é outro. Reflita sobre isso e voltaremos a discutir aqui.</p>
<p>Abraço e evite pular catracas!<br />
Josué</p>
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		<title>Por: Mateus Bastos</title>
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		<dc:creator>Mateus Bastos</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 05 Aug 2009 21:21:20 +0000</pubDate>
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		<description>Puxa, Lucas, eu concordo contigo sobre o uso da CCTV: de fato faz alguma diferença em determinados casos (e deveria ser melhor utilizado em nossas cidades que sequer têm uma estratégia multidisciplinar de segurança, com urbanistas etc. ). 

Tenho amigos que trabalharam num destes grupos e quase fui trabalhar com eles. Te digo exatamente o que você disse: as coisas não são como parecem.  Uma coisa é o PR, outra coisa é a práxis. E não custa lembrar que diferentes subprefeituras podem adotar diferentes estratégias por lá. Não é uma coisa 100% integrada.

Agora,cá para nós, todo o argumento sobre Richard Sennett ser americano e pensar assim é difícil de engolir. O livro mais conhecido do cara é justamente &quot;O declínio do homem público&quot; e metade de sua carreira foi forjada em Londres, na LSE. Recomendo que você leia o livro ou, pelo menos, o perfil do cara na Wikipédia (também há o CV dele na página da LSE.)

Saudações,</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Puxa, Lucas, eu concordo contigo sobre o uso da CCTV: de fato faz alguma diferença em determinados casos (e deveria ser melhor utilizado em nossas cidades que sequer têm uma estratégia multidisciplinar de segurança, com urbanistas etc. ). </p>
<p>Tenho amigos que trabalharam num destes grupos e quase fui trabalhar com eles. Te digo exatamente o que você disse: as coisas não são como parecem.  Uma coisa é o PR, outra coisa é a práxis. E não custa lembrar que diferentes subprefeituras podem adotar diferentes estratégias por lá. Não é uma coisa 100% integrada.</p>
<p>Agora,cá para nós, todo o argumento sobre Richard Sennett ser americano e pensar assim é difícil de engolir. O livro mais conhecido do cara é justamente &#8220;O declínio do homem público&#8221; e metade de sua carreira foi forjada em Londres, na LSE. Recomendo que você leia o livro ou, pelo menos, o perfil do cara na Wikipédia (também há o CV dele na página da LSE.)</p>
<p>Saudações,</p>
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		<title>Por: Lucas</title>
		<link>http://terramagazine.terra.com.br/silviomeira/blog/2009/08/04/na-inglaterra-um-big-brother-em-20000-casas/#comment-4124</link>
		<dc:creator>Lucas</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 05 Aug 2009 15:29:59 +0000</pubDate>
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		<description>Mateu Bastos,

Também morei na Inglaterra e confirmo o que André disse. O sistema de CCTV realmente faz (alguma) diferença.

Lembre que Richard Sennet é americano, povo que, conforme apontei no meu primeiro comentário, rejeita culturalmente qualquer restrição à privacidade/liberdade. 

Na prática, isso é bobagem, os americanos são tão opressores e invasivos quantos os ingleses, vide o tal &quot;Patriot Act&quot;. 

Portanto, há uma grande distância entre o discurso ideológico e o resultado prático desse tipo de ação. Claro que CCTV não é a única alternativa, mas é uma que foi testada na prática na Inglaterra. Isso faz uma grande diferença - evidência empírica de que funciona ou não funciona, e em que contexto funciona.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Mateu Bastos,</p>
<p>Também morei na Inglaterra e confirmo o que André disse. O sistema de CCTV realmente faz (alguma) diferença.</p>
<p>Lembre que Richard Sennet é americano, povo que, conforme apontei no meu primeiro comentário, rejeita culturalmente qualquer restrição à privacidade/liberdade. </p>
<p>Na prática, isso é bobagem, os americanos são tão opressores e invasivos quantos os ingleses, vide o tal &#8220;Patriot Act&#8221;. </p>
<p>Portanto, há uma grande distância entre o discurso ideológico e o resultado prático desse tipo de ação. Claro que CCTV não é a única alternativa, mas é uma que foi testada na prática na Inglaterra. Isso faz uma grande diferença &#8211; evidência empírica de que funciona ou não funciona, e em que contexto funciona.</p>
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		<title>Por: Mateus Bastos</title>
		<link>http://terramagazine.terra.com.br/silviomeira/blog/2009/08/04/na-inglaterra-um-big-brother-em-20000-casas/#comment-4123</link>
		<dc:creator>Mateus Bastos</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 05 Aug 2009 15:26:59 +0000</pubDate>
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		<description>Olá, André,

Acho que falhas minhas suscitaram duas imprecisões e um mal entendido:

1- Quando disse que a Inglaterra é o país onde mais se testa CCTV, não queria dizer que TODAS as CCTV estão em fase de teste... apenas que lá, por uma série de razões, há maior aceitação da técnica e, por isso, é onde se criam e testam novas estratégias (no ônibus, no metrô, dentro de casa)

2- Não disse que hávia câmeras em todos os trens, mas que o sistema londrino é o mais vigiado por câmeras. No caso de Jean Charles (eu também estava aí), não foi o vídeo que desmentiu a versão da catraca, mas testemunhas. O vídeo da entrada foi a prova divulgada para a grande imprensa. Lembre-se, porém, que dentro da estação havia outras tantas câmeras e que as gravações - as provas mais importantes num eventual contraditório à versão policial - sumiram. Já no caso do terrorismo, o que eu queria mostrar é que elas são ineficazes para PREVENIR certos crimes, não todos. Você também já deve ter notado que elas não previnem atos de vandalismo em ônibus.

Mas reconheço os outros tantos méritos da câmera, especialmente na identificação de suspeitos e proteção de estabelecimentos, como foi o caso que você citou. 

É preciso estar ciente, no entanto,  que as imagens serão usadas em favor da polícia ou da empresa, mas dificilmente contra elas. Não consegui obter imagens num aeroporto (Stansted), que seriam de grande valia numa ação contra a Easyjet. 

3-  Tive colegas que trabalharam com pesquisa em segurança pública no sudeste de Londres e vi o apoio que tiveram de alguns setores da polícia, mas também os muitos problemas com outros de alta patente que simplesmente ignoravam a necessidade de pesquisas. Há policiais que gostam mais de pegar ladrão do que de prevenir crime pelo tipo de louros que isto dá (e este é um grande problema quando se trata de relação entre segurança e mídia)
A polícia, nem lá nem cá, é homogênea e totalmente idônea - porque nenhuma instituição o é - daí a necessidade de controles e limites contra um &quot;police state&quot; (e basta ler nos comentários o apoio que há ao tal police state). Não dá pra assumir que uma estratégia deve funcionar porque a polícia vai pôr em testes. 

Assumo que tanto o comentário anterior quanto este parecem levar à impressão de que minha posição é contra a instituição policial, mas não é o caso. Pelo contrário, tenho grande respeito pela polícia inglesa (conheci policiais nas marchas contra a Guerra e imagino a situação deles na defesa da cidade contra o terrorismo.) e por alguns setores da polícia brasileira também. 

Obrigado pelas &quot;remarks&quot;! Sorte por aí!</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Olá, André,</p>
<p>Acho que falhas minhas suscitaram duas imprecisões e um mal entendido:</p>
<p>1- Quando disse que a Inglaterra é o país onde mais se testa CCTV, não queria dizer que TODAS as CCTV estão em fase de teste&#8230; apenas que lá, por uma série de razões, há maior aceitação da técnica e, por isso, é onde se criam e testam novas estratégias (no ônibus, no metrô, dentro de casa)</p>
<p>2- Não disse que hávia câmeras em todos os trens, mas que o sistema londrino é o mais vigiado por câmeras. No caso de Jean Charles (eu também estava aí), não foi o vídeo que desmentiu a versão da catraca, mas testemunhas. O vídeo da entrada foi a prova divulgada para a grande imprensa. Lembre-se, porém, que dentro da estação havia outras tantas câmeras e que as gravações &#8211; as provas mais importantes num eventual contraditório à versão policial &#8211; sumiram. Já no caso do terrorismo, o que eu queria mostrar é que elas são ineficazes para PREVENIR certos crimes, não todos. Você também já deve ter notado que elas não previnem atos de vandalismo em ônibus.</p>
<p>Mas reconheço os outros tantos méritos da câmera, especialmente na identificação de suspeitos e proteção de estabelecimentos, como foi o caso que você citou. </p>
<p>É preciso estar ciente, no entanto,  que as imagens serão usadas em favor da polícia ou da empresa, mas dificilmente contra elas. Não consegui obter imagens num aeroporto (Stansted), que seriam de grande valia numa ação contra a Easyjet. </p>
<p>3-  Tive colegas que trabalharam com pesquisa em segurança pública no sudeste de Londres e vi o apoio que tiveram de alguns setores da polícia, mas também os muitos problemas com outros de alta patente que simplesmente ignoravam a necessidade de pesquisas. Há policiais que gostam mais de pegar ladrão do que de prevenir crime pelo tipo de louros que isto dá (e este é um grande problema quando se trata de relação entre segurança e mídia)<br />
A polícia, nem lá nem cá, é homogênea e totalmente idônea &#8211; porque nenhuma instituição o é &#8211; daí a necessidade de controles e limites contra um &#8220;police state&#8221; (e basta ler nos comentários o apoio que há ao tal police state). Não dá pra assumir que uma estratégia deve funcionar porque a polícia vai pôr em testes. </p>
<p>Assumo que tanto o comentário anterior quanto este parecem levar à impressão de que minha posição é contra a instituição policial, mas não é o caso. Pelo contrário, tenho grande respeito pela polícia inglesa (conheci policiais nas marchas contra a Guerra e imagino a situação deles na defesa da cidade contra o terrorismo.) e por alguns setores da polícia brasileira também. </p>
<p>Obrigado pelas &#8220;remarks&#8221;! Sorte por aí!</p>
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