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	<title>dia a dia, bit a bit</title>
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	<description>Blog por Silvio Meira. Professor titular de engenharia de software, presidente do conselho do PortoDigital.org, além de fundador e batuqueiro do maracatu &#34;a cabra alada&#34;.</description>
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		<title>ir&#227;: cada vez mais radical e fechado</title>
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		<pubDate>Mon, 14 May 2012 16:55:32 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[no irã, homossexualidade é &#34;uma doença&#34;, segundo ninguém menos do que o secretário-geral do alto conselho iraniano para direitos humanos, mohammad javad larijani, em declaração de janeiro passado. no irã, aliás, sua opção e ação sexual podem resultar em pena de morte. olhando para o resto do mundo, o irã está cada vez mais isolado ...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>no irã, homossexualidade é &quot;<a href="http://www.rferl.org/content/iran_rights_official_calls_homosexuality_disease/24444986.html">uma doença</a>&quot;, segundo ninguém menos do que o secretário-geral do <a href="http://en.humanrights-iran.ir/">alto conselho iraniano para direitos humanos</a>, mohammad javad larijani, em declaração de janeiro passado. no irã, aliás, sua opção e ação sexual podem resultar em pena de morte. olhando para o resto do mundo, o irã está cada vez mais isolado da onda de liberdade que assola o planeta.</p>
<p>isolamento –filosófico, religioso, econômico, social- é a palavra de ordem na terra dos aiatolás. e isso depende –diretamente- do controle da rede que costumava ser a internet, no irã, e é cada vez mais uma <strong>intranet</strong>, uma rede que usa os protocolos da internet global mas é desconectada do resto do mundo. pra que? pra aumentar o controle que as polícias dos costumes têm sobre a população como um todo e, mais radicalmente, sobre um ou outro ativista que ainda resistem.</p>
<p>desde outubro passado, usar software que passa &quot;ao redor&quot; dos filtros da intranet iraniana <a href="http://www.rferl.org/content/iran_internet_antifiltering_tools_censorship/24370376.html">é um crime</a>. o mesmo vale para VPNs, as redes privadas virtuais. como a de um banco, lá mesmo do irã, que precisa disso pra se comunicar agências fora do país. há pouco, o assunto chegou ao aiatolá khamenei, líder religioso supremo, que reafirmou a proibição. <a href="http://www.rferl.org/content/iran_filters_khamenei_fatwa_on_antifiltering_internet/24575143.html">mas a fala de khamenei</a>, ao mencionar o assunto &quot;antifiltragem&quot; [software ou método para evitar os filtros], foi ela mesma filtrada, causando o maior auê. é dura a vida dos censores das ditaduras, especialmente quando, ao invés de um birô com um ser humano, que no brasil era [ou se deixava ser] enganado por um certo <a href="http://www.chicobuarque.com.br/sanatorio/abre_julinho.htm">julinho de adelaide</a>, estão em pauta as tabelas e regras de um software de filtragem de conteúdo.</p>
<p>o esforço do irã para repatriar &quot;sua&quot; internet [aliás, como já se disse, intranet] está andando a passos largos: depois de ordenar que entidades governamentais e seus agentes só podem usar endereços de emeio <a href="http://www.google.com/hostednews/afp/article/ALeqM5jzh5OHjE_YOFj7PeAz8thcxLDXHg?docId=CNG.9db1cb87109712fd31475e3f2399e01e.251">terminados em</a> <em>.gov.ir</em>, <em>.ac.ir</em> e <em>.ir</em>, o que é muito razoável, o governo foi além e <a href="http://www.rferl.org/content/iran_bans_banks_from_sending_statements_to_foreign_e-mail_addresses/24574142.html">determinou que</a> bancos, seguradoras e companhias telefônicas não devem usar provedores de emeio fora do domínio [físico e lógico] <em>.ir</em> e que não podem mais manter correspondência com clientes que usem provedores &quot;inimigos&quot; como hotmail, yahoo e gmail. para cumprir a regra à risca, qualquer pessoa que queria fazer qualquer transação, de qualquer tipo, com qualquer tipo de entidade iraniana tem que ter um emeio no irã, <em>.ir</em>.</p>
<p>aqui, também pesa a guerra fria [e de informação, e das <a href="http://www.carlisle.army.mil/DIME/documents/War%20in%20the%20Information%20Age%20-%20A%20Primer%20for%20Cyberspace%20Operations%20in%2021st%20Century%20Warfare%20-%20R%20M%20%20Crowell.pdf">softwar e netwar</a>] em que se engajam o irã e o [genérico] ocidente, com o país oriental reclamando que serviços internacionais de emeio tiveram problemas recentes de continuidade. só que, em novembro de 1390 [ano passado, no calendário iraniano], o provedor nacional de emeio do irã <a href="http://www.khabaronline.ir/detail/198603/">saiu do ar por um bom tempo</a> e ninguém disse porque, o que aliás deve ser a norma, lá, em tais casos. os usuários queriam o que? que ditaduras tivessem um número 0800 para reclamações?&#8230;</p>
<p>enquanto o problema, no mundo, é chegar a um <img style="display: inline; float: right" align="right" src="http://i49.tinypic.com/330vhuu.jpg" width="212" height="202" />estado de coisas, na rede, onde haja cada vez mais e melhores conexões entre cada vez mais pessoas, instituições e coisas, no irã e em ditaduras similares trata-se de restringir e controlar, de todas as formas que se puder, o acesso de pessoas à rede, fixa e móvel, a não ser para bater palmas para o poder estabelecido. até que o poder, de repente, troca de sicários e bajuladores, como nos prova a história. ou, como também está escrito, quando <a href="http://www.thedailybeast.com/newsweek/2011/02/20/the-dictator-protection-plan.html">o poder cai de podre</a>, derrubado pelo povo que não consegue mais controlar.</p>
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		<title>a pirataria, em n&#250;meros brasileiros</title>
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		<pubDate>Fri, 11 May 2012 11:00:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>@srlm</dc:creator>
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		<description><![CDATA[o IPEA, instituto de pesquisa econômica aplicada, no comunicado 147, trata do download de músicas e filmes no brasil: um perfil dos piratas online. luis cláudio kubota e rodrigo abdala filgueiras de sousa apresentaram o estudo que, como muito do que vem da mesma fonte, é um texto valioso. sabia que só há cinemas em ...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>o IPEA, instituto de pesquisa econômica aplicada, no comunicado 147, trata do <em>download de músicas e filmes no brasil: um perfil dos piratas online. </em>luis cláudio kubota e rodrigo abdala filgueiras de sousa apresentaram <a href="http://www.ipea.gov.br/portal/images/stories/PDFs/comunicado/120510_comunicadoipea0147.pdf">o estudo</a> que, como muito do que vem da mesma fonte, é um texto valioso. sabia que só há cinemas em apenas 508 dos de 5564 municípios brasileiros? </p>
<p>sabendo, você se assustaria ao descobrir que <em>75% da classe A, 80% da B, 83% da C, e 96% das classes D e E</em> são &quot;piratas&quot;, pelo estudo do IPEA? pirata, aqui, rotula quem &quot;baixa&quot; conteúdo pelo qual sabe que deveria estar pagando&#8230; mas não paga. a classificação do IPEA é frouxa: você baixou algo nos últimos três meses [pouco importa se pagou ou não...] E pagou por algum conteúdo online nos últimos doze meses?&#8230; OK, você não é pirata. mesmo que tenha comprado só um <em>ringtone</em> no último ano e tenha baixado todas as suas séries preferidas usando <em>métodos não necessariamente aprovados pelos detentores de copyright.</em></p>
<p>mas, e se você mora em <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Tapero%C3%A1_%28Para%C3%ADba%29">taperoá</a>, quer pagar para ver um filme no cinema e não há um por lá? pirataria, ao fim e ao cabo, pode não ser questão de preço, mas de acesso. ou qualidade do conteúdo. <a href="http://isr.journal.informs.org/content/early/2012/03/07/isre.1110.0406.abstract">ou os dois</a>, ao mesmo tempo. pirataria, sabe-se <a href="http://t.co/uErOM0oJ">há muito</a>, pode ser apenas <a href="http://terramagazine.terra.com.br/silviomeira/blog/2009/03/26/pirataria-apenas-mais-um-modelo-de-negcios-2/">mais um modelo de negócios</a>&#8230;</p>
<p>agora, pense: há tempos em que a moral e a ética estão à frente da lei e a última precisa ser reescrita para dar conta da evolução das primeiras. se mais de 3/4 da população de todas as faixas de renda e níveis de educação está &quot;pirateando&quot; conteúdo na rede&#8230; será que as pessoas estão &quot;certas&quot; e a lei está &quot;errada&quot;?&#8230;</p>
<p><a href="http://arstechnica.com/tech-policy/2011/12/swiss-government-file-sharing-no-big-deal-some-downloading-still-ok/">a suíça</a>, país onde 1/3 da população é &quot;pirata&quot;, descobriu há pouco tempo e contra a poderosa pressão da indústria global de direitos autorais, que a cópia pirata, para uso pessoal, não afeta de forma significativa o mercado de conteúdo&#8230; e que, por isso, o download de conteúdo, para uso pessoal, é absolutamente legal.</p>
<p>se rolar um voto sobre &quot;legalidade&quot; da pirataria [para uso pessoal] no brasil&#8230; os &quot;piratas&quot; quase que certamente ganhariam. caso contrário, e dando crédito aos números do IPEA, nossa hipocrisia estaria em órbita. e logo ali em <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Eta_Carinae">eta carinae</a>. e, apesar de compartilhar o continente com os EUA, nem sempre precisamos ser tão hipócritas quanto; podemos, se vamos imitar alguém, fazê-lo com os suíços&#8230;</p>
<p><a href="http://s1.trrsf.com/blogs/37/files/image/image10.png"><img style="background-image: none; border-bottom: 0px; border-left: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; display: block; float: none; margin-left: auto; border-top: 0px; margin-right: auto; border-right: 0px; padding-top: 0px" title="image" border="0" alt="image" src="http://s1.trrsf.com/blogs/37/files/image/image_thumb5.png" width="460" height="351" /></a></p>
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		<title>em que sociedade estamos?</title>
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		<pubDate>Thu, 10 May 2012 11:00:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>@srlm</dc:creator>
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		<description><![CDATA[a pergunta é de ricardo guimarães, da THYMUS, que inventou o branding [e o respeito pelas audiências e comunidades de uso e prática] no brasil. o debate incluía executivos de RH de algumas das maiores empresas do brasil, e ricardo dizia que saímos [ou estamos quase saindo] da sociedade industrial e estamos na [ou indo ...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>a pergunta é de <a href="https://twitter.com/#!/ricardo_thymus">ricardo guimarães</a>, da <a href="http://www.guimaraes.com.br/">THYMUS</a>, que inventou o <em>branding</em> [e o respeito pelas audiências e comunidades de uso e prática] no brasil. o debate incluía executivos de RH de algumas das maiores empresas do brasil, e ricardo dizia que saímos [ou estamos quase saindo] da sociedade industrial e estamos na [ou indo para uma] <strong>X</strong>, que ainda não sabemos bem qual&#160; é. isso porque ela ainda está se estabelecendo e seus contornos ainda são, ou estão, sendo definidos passo a passo. ou click a click, dia a dia, bit a bit.</p>
<p>a tentativa de responder [temporária, certamente] é minha: estamos na [ou indo rapidamente para a] <strong>KISS</strong>, sigla que tem dois motivos e significados.</p>
<p>em primeiro lugar, <strong>KISS</strong> quer dizer <em>knowledge, information and services society</em>, a <strong>sociedade do conhecimento, informação e serviços</strong>. parece óbvio que estamos aqui e agora em <strong>KISS</strong>, mas [entre aspas, para pegar a expressão inteira] google e bing retornam um único link [alemão] para o conceito, sem defini-lo. o conceito de trabalho em [do, no] conhecimento [e seu &quot;trabalhador] data de 1959, criação de <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Peter_Drucker">peter drucker</a>; a noção de sociedade da informação [e &quot;indústria&quot; do conhecimento] foi estabelecida por <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Information_society">fritz machlup em 1962</a>; por suas contas, as economias associadas a educação, pesquisa e desenvolvimento, mídia, TICs e serviços de informação já representavam 29% da economia americana em 1959. </p>
<p><a href="http://www.rodaviva.fapesp.br/materia/264/entrevistados/alain_touraine_2002.htm">alain touraine</a>, em 1969, cunhou a expressão sociedade pós-industrial, para designar os novos arranjos econômicos, sociais no que se via como [pelo menos] o fim do auge do ciclo industrial, depois de mais de um século de domínio sobre as outras formas de produção. a sociedade pós-industrial é <strong>KISS:</strong> depois de rodear e operar máquinas na sociedade industrial [vale lembrar que a necessidade de grandes massas de trabalhadores para operar máquinas deu origem às cidades como as conhecemos hoje], para produzir ferramentas e objetos a partir de recursos naturais, passamos a usar aparatos capazes de nos ajudar a capturar, criar, processar, armazenar, transmitir e receber informação. passamos a tratar do ciclo de vida de informação e não mais [preponderantemente] do ciclo de recursos naturais e produtos [quase sempre de consumo] deles derivados.</p>
<p>conhecimento, neste contexto, é cultura; e cultura, definida de forma simples, é [qualquer] transmissão [situada] de informação entre seres humanos. é isso que as redes todas, especialmente as instâncias virtuais de redes sociais, possibilitam em larga escala, em quase todas geografias e línguas.</p>
<p>e os serviços? nos países mais pobres, a economia de serviços já chega a 50% do PIB e, em países como os EUA, é 80% ou mais da economia. como se não bastasse, no setor de TICs tudo é serviço: de infraestruturas e plataformas a software, de processos de negócios aos negócios em si. nossa economia é de serviços. esta combinação mais que justifica o significado de <strong>KISS </strong>para rotular nossos tempos econômicos e sociais.</p>
<p>o segundo significado atribuído a <strong>KISS</strong>, aqui, é antigo [em inglês] e uma máxima do processo de solução de problemas. em tempos recentes, está embutida em toda uma classe de dispositivos, ferramentas, software e interfaces que revolucionaram o uso de TICs pelo cidadão e que, por isso, estão tendo impacto significativo no uso de tecnologias da informação e comunicação nas empresas. estamos falando <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Occam%27s_razor">do princípio de ocam</a>, do séc. XIV, só que em inglês coloquial: <em><strong>keep it simple, stupid!</strong></em> em um português mais elegante, é dizer que, nas mesmas condições, deve-se preferir explicações simples às complicadas. e, entre as ferramentas e aparatos que podem mediar a solução de um problema, haveremos de preferir os [muito] mais simples aos mais complicados, desde que eles exerçam o mesmo papel. são os sistemas &quot;fáceis, móveis e sociais&quot; <a href="http://t.co/BtgLLlhQ">comentados aqui</a>, dos quais depende boa parte da nossa vida informacional e o presente e futuro das empresas.</p>
<p>taí. vivemos em um economia e sociedade do tipo <strong>KISS</strong>. e nada a ver com <em>kiss of death</em>, o beijo da morte. pois <em>informação</em>, <em>conhecimento</em> e <em>serviços</em> serão centrais na sociedade por muito tempo e <em>simplicidade</em>, ainda bem, está na moda. pra ficar.</p>
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		<title>a era &quot;p&#243;s-PCs&quot;: qual, mesmo?</title>
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		<pubDate>Fri, 04 May 2012 11:00:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>@srlm</dc:creator>
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		<description><![CDATA[artigo de maribel lopez na forbes tenta explicar porque a informática pós-PCs, quando estiver toda aqui, será diferente da que temos hoje. os quatro pontos de lopez [na minha tradução livre e explicações próprias] são: 1. computação deixa de ser destino [não é preciso &#34;ir&#34; a um PC para ter computação e comunicação] ; 2. ...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>artigo de maribel lopez <a href="http://www.forbes.com/sites/maribellopez/2012/05/01/four-ways-the-post-pc-era-differs-from-today/">na forbes</a> tenta explicar porque a informática pós-PCs, quando estiver toda aqui, será diferente da que temos hoje. os quatro pontos de lopez [na minha tradução livre e explicações próprias] são: <strong>1.</strong> computação deixa de ser destino [não é preciso &quot;ir&quot; a um PC para ter computação e comunicação] ; <strong>2.</strong> a nuvem [de serviços] habilita mobilidade de fato [pois o &quot;smart&quot; na sua mão tende a se tornar um browser]; <strong>3.</strong> a era pós-PCs acelera a destruição criativa da indústria de software [que tem que se redefinir para o novo contexto] e <strong>4.</strong> contexto passa a ser chave para novos serviços, pois o &quot;usuário&quot; é bem mais do que um login [passa a ser o lugar onde está, o clima por lá, outros usuários ao redor, o prédio por onde está passando...].</p>
<p>só que as mudanças são estruturais e bem mais profundas do que lopez aponta. e dá para explicar toda a [r]evolução da informática nas últimas e próximas décadas usando referenciais sociais e não técnicos, o que torna o cenário bem mais fácil de entender e o deixa independente de coisas como &quot;PC&quot;, &quot;smart&quot; ou &quot;nuvem&quot;. </p>
<p>comece por assumir que há três referenciais nas transações entre <strong>pessoas</strong>, <strong>empresas</strong> e <strong>coisas</strong>: quando se trata com empresas, pode-se usar o <strong>balcão</strong> como referencial. as próprias <strong>pessoas</strong> são um referencial. e as <strong>coisas</strong>, o outro.</p>
<p>olhando para as empresas [ou instituições, de forma mais geral] a informática de que fazemos uso quando nos relacionamos com elas pode estar <strong>do lado de lá do&#160; balcão</strong>, o que se dá quando a pessoa que nos atende não faz uso de informática. ela pode tomar notas num formulário e depois, talvez, usar alguma informática para capturar e processar tais dados. a informática pode estar <strong>no balcão</strong> [pense nos caixas de banco e supermercados...] e, por fim, pode estar <strong>do lado de cá do balcão</strong>. porque o PC do executivo e secretária são instâncias desta &quot;geração&quot; da informática, assim como o ATM [o caixa eletrônico] e o PC nas casas, conectado à internet: ele é a frente, o &quot;meu&quot; terminal de um grande sistema de informação em rede [a internet], que habilita o uso, no meu PC, de funções que são externas a ele. </p>
<p>se as pessoas são o referencial, há duas alternativas: informática <strong>com você</strong>, como seu laptop e celular ou smart, ou informática <strong>em você</strong>, como seria o caso de um <a href="http://www.implantecoclear.org.br/">implante coclear</a> ou de <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Deep_brain_stimulation">implantes cerebrais</a> para tratar o mal de parkinson. <strong>com você</strong> explica coisas sofisticadas como <em>body area networks</em> [<a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Body_area_network">BAN</a>], redes no seu corpo, que podem fazer com que seu smart interaja com o tênis e a camisa, mais o boné. é provável que alguns dos sistemas informacionais <strong>em</strong> você também façam parte destas redes, tornando diagnósticos mais simples e efetivos e criando novas possibilidades de ação externa sobre instrumentos instalados em você. ou em mim, não pense que não vou ter umas coisas destas no meu corpo&#8230;</p>
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<div><a href="http://www.youtube.com/watch?v=SmNpP2fr57A" target="_new"><img src="http://s1.trrsf.com/blogs/37/files/image/videof84b29b23435.jpg" style="border-style: none" galleryimg="no" onload="var downlevelDiv = document.getElementById('3cb39273-2a38-4dee-8027-0c0e7aa4211e'); downlevelDiv.innerHTML = &quot;&lt;div&gt;&lt;object width=\&quot;448\&quot; height=\&quot;252\&quot;&gt;&lt;param name=\&quot;movie\&quot; value=\&quot;http://www.youtube.com/v/SmNpP2fr57A?hl=en&#038;hd=1\&quot;&gt;&lt;\/param&gt;&lt;embed src=\&quot;http://www.youtube.com/v/SmNpP2fr57A?hl=en&#038;hd=1\&quot; type=\&quot;application/x-shockwave-flash\&quot; width=\&quot;448\&quot; height=\&quot;252\&quot;&gt;&lt;\/embed&gt;&lt;\/object&gt;&lt;\/div&gt;&quot;;" alt=""></a></div>
</div>
<div style="width:448px;clear:both;font-size:.8em">como funciona um implante coclear [áudio em inglês]</div>
</div>
<p align="left">quando as coisas são o referencial, podemos pensar em informática <strong>pras coisas</strong> [sistemas de informação que representam itens de um estoque, por exemplo], ou informática<strong> nas coisas</strong>, para o que o código de barras em latas de ervilha é o exemplo mais elementar. mas pense em chips nos produtos e suas embalagens, e comunicação usando tecnologias como <a href="http://www.nfcbrasil.com.br/?p=49">NFC</a> e <a href="http://mqtt.org/">MQTT</a> para muito curta e qualquer distância, respectivamente. agora&#8230; imagine &quot;conversar&quot; com o selo da casca da banana e descobrir [pois ele media seu acesso à informação sobre aquela banana específica] de onde <strong>a</strong> fruta vem, desde quando está a caminho e por onde e com quem andou até chegar à sua mesa. breve, numa casca de banana [e sistemas de informação] perto de você.</p>
<p align="left"><img style="display: block; float: none; margin-left: auto; margin-right: auto" src="http://www.efood.bh/image.php?type=P&#038;id=162" width="460" height="212" /></p>
<p align="left">por fim, <strong>as coisas</strong>, propriamente ditas, podem ser informática, entendidas como a combinação de capacidades computacionais, de comunicação e controle. robôs são o exemplo típico e é sempre bom lembrar que a <a href="http://www.robocup.org/">roboCup</a> tem por objetivo, até 2050, criar um time de robôs hominídeos capazes de disputar uma partida, de igual para igual, com a seleção humana campeã do mundo. quem viver, verá.</p>
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<div><a href="http://www.youtube.com/watch?v=XLKKbz2mNyo" target="_new"><img src="http://s1.trrsf.com/blogs/37/files/image/video32a4dd4e2275.jpg" style="border-style: none" galleryimg="no" onload="var downlevelDiv = document.getElementById('258f0e50-84b1-4dc1-9179-83af16c28a13'); downlevelDiv.innerHTML = &quot;&lt;div&gt;&lt;object width=\&quot;448\&quot; height=\&quot;252\&quot;&gt;&lt;param name=\&quot;movie\&quot; value=\&quot;http://www.youtube.com/v/XLKKbz2mNyo?hl=en&#038;hd=1\&quot;&gt;&lt;\/param&gt;&lt;embed src=\&quot;http://www.youtube.com/v/XLKKbz2mNyo?hl=en&#038;hd=1\&quot; type=\&quot;application/x-shockwave-flash\&quot; width=\&quot;448\&quot; height=\&quot;252\&quot;&gt;&lt;\/embed&gt;&lt;\/object&gt;&lt;\/div&gt;&quot;;" alt=""></a></div>
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<div style="width:448px;clear:both;font-size:.8em">final &#8220;kid size&#8221; da roboCup 2011, em istanbul, EUA vs. japão</div>
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<p>resumo? as gerações da informática são, ao mesmo tempo: <strong>antes</strong>, <strong>no</strong> e <strong>depois</strong> do <strong>balcão</strong>; <strong>com</strong> e <strong>em</strong> <strong>você</strong> e <strong>pras</strong>, <strong>nas</strong> e <strong>as coisas</strong>.</p>
<p>o que estamos vivendo agora? visivelmente, <strong>no</strong> e <strong>depois</strong> do balcão estão aqui, sustentados por <strong>antes</strong>, que hoje é a tal da nuvem. informática <strong>conosco</strong> está na ordem do dia, em larga escala, de laptops a smarts, passando por câmeras digitais. <strong>em</strong> cada um&#8230; bem, isso está começando a mostrar sinais aqui e ali, mas vai levar muito tempo até que você possa ir a um camelô e comprar um olho biônico, como em <a href="http://eandt.theiet.org/magazine/2011/12/tech-noir.cfm">blade runner</a>. sistemas de informação <strong>pras</strong> coisas estão aí há tempos e são quase universais; informática <strong>nas</strong> coisas ainda tem muito a avançar, partindo dos códigos de barras e, finalmente, <strong>as</strong> coisas se tornando informática, elas mesmas, é um horizonte de longo prazo. ou não: viu <a href="http://www.irobot.com">roomba</a>, o aspirador de pó robótico? ou o <a href="http://terramagazine.terra.com.br/silviomeira/blog/2012/01/11/trnsito-mata-soluo-tirar-os-motoristas-de-l/">carro sem motorista de google</a>? ou o anúncio da foxconn sobre a instalação de <a href="http://terramagazine.terra.com.br/silviomeira/blog/2011/08/01/na-linha-de-montagem-robs/">um milhão de robôs nas suas fábricas</a>?&#8230; </p>
<p>como você vê, a tal da era pós-PCs ainda vai ficar muito animada. lembrete: se seu trabalho não envolve criação ou resolução de problemas complexos, você vai ser substituído por um robô [ou por software] nas próximas décadas. por problema complexo, entenda algo mais elaborado do que resolver <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Cubo_de_Rubik">o cubo de rubik</a>, coisa que o brinquedo abaixo faz em tempo muito abaixo do recorde mundial humano. vá ver&#8230;</p>
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<div id="34d25b60-9aa1-4b7a-8f4c-774f8cf9b505" style="margin: 0px; padding: 0px; display: inline;">
<div><a href="http://www.youtube.com/watch?v=_d0LfkIut2M" target="_new"><img src="http://s1.trrsf.com/blogs/37/files/image/video2990b12004a4.jpg" style="border-style: none" galleryimg="no" onload="var downlevelDiv = document.getElementById('34d25b60-9aa1-4b7a-8f4c-774f8cf9b505'); downlevelDiv.innerHTML = &quot;&lt;div&gt;&lt;object width=\&quot;448\&quot; height=\&quot;252\&quot;&gt;&lt;param name=\&quot;movie\&quot; value=\&quot;http://www.youtube.com/v/_d0LfkIut2M?hl=en&#038;hd=1\&quot;&gt;&lt;\/param&gt;&lt;embed src=\&quot;http://www.youtube.com/v/_d0LfkIut2M?hl=en&#038;hd=1\&quot; type=\&quot;application/x-shockwave-flash\&quot; width=\&quot;448\&quot; height=\&quot;252\&quot;&gt;&lt;\/embed&gt;&lt;\/object&gt;&lt;\/div&gt;&quot;;" alt=""></a></div>
</div>
<div style="width:448px;clear:both;font-size:.8em">cubeStormer resolvendo o cubo em 5.35s; o recorde humano é 5.66s, mais o tempo de observação do estado inicial do cubo</div>
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		<title>TICs, redes e produtividade</title>
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		<pubDate>Wed, 02 May 2012 12:26:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>@srlm</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>

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			<content:encoded><![CDATA[<p>resultado de meia década de estudo, sinan aral e coautores acabam de publicar um artigo no jornal <a href="http://isr.journal.informs.org/content/early/2012/03/12/isre.1110.0408.abstract?sid=d1b27cf1-d857-47bf-a331-9286e77578d0">information systems research</a> [<em>Information, Technology and Information Worker Productivity</em>, que você pode encontrar grátis <a href="http://papers.ssrn.com/sol3/papers.cfm?abstract_id=942310">neste link</a>] onde analisam o que diz o título: o que informação e as tecnologias associadas têm a ver com a produtividade de quem trabalha primordialmente com informação. </p>
<p>depois de analisar mais de 120 mil emeios trocados entre colaboradores de uma empresa de recrutamento durante dez meses, observar dados de mais de 1300 projetos por cinco anos e levar em conta as habilidades informacionais e uso de TICs dos trabalhadores,&#160; cheg0u-se a duas conclusões: primeiro, fazer mais coisas ao mesmo tempo [mais <em>multitasking,</em> e não <a href="http://terramagazine.terra.com.br/silviomeira/blog/2008/12/22/internet-atencao-parcial-continua/">atenção parcial contínua</a>] gera mais resultados, apesar dos retornos decrescentes [como seria de se esperar]. segundo, trabalhadores cujas redes de contatos representam conhecimento heterogêneo [não são &quot;focados&quot;, ou centrados demais num mesmo problema] são menos produtivos em média&#8230; mas mais produtivos quando têm que trabalhar, ao mesmo tempo, em portfolios diferentes.</p>
<p><a href="http://terramagazine.terra.com.br/silviomeira/blog/2010/07/08/empresas-so-abstraes/">empresas são abstrações</a>. quanto mais conhecimento e informação existe em seu produto [ou serviço, ou resultado], mais dependentes são e serão de redes e fluxos. memória e conhecimento organizacionais não são estáticos e passíveis de serem depositados em &quot;um&quot; lugar ou pessoa ou mesmo num grupo isolado. ao contrário, são transações em rede, parte do fluxo de informação que regenera, o tempo todo, um negócio. isso também vale para <a href="http://hstalks.com/dl/handouts/HST105/2696.pdf">indivíduos</a>: para cada um de nós, relembrar é reconstruir, em rede [no cérebro, em contexto]. </p>
<p>estudar negócios como redes, em seus <a href="http://terramagazine.terra.com.br/silviomeira/blog/2011/10/05/a-grande-promessa-da-teoria-das-redes/">mais diversos aspectos</a>, vai ser essencial para entender [e planejar, e administrar..] as companhias conectadas. ou melhor, as&#160; únicas companhias que irão existir no futuro próximo. pois quem não estiver conectado não existirá, pelo menos não como empresa.</p>
<p><a href="http://s1.trrsf.com/blogs/37/files/image/multitasking.jpg"><img style="background-image: none; border-bottom: 0px; border-left: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; display: block; float: none; margin-left: auto; border-top: 0px; margin-right: auto; border-right: 0px; padding-top: 0px" title="multitasking" border="0" alt="multitasking" src="http://s1.trrsf.com/blogs/37/files/image/multitasking_thumb.jpg" width="464" height="311" /></a></p>
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